Pesquisa

O Observatório começou, em 2024, um movimento de pesquisa e ação para produzir dados nacionais sobre perseguição a educadoras/es no Brasil.

A pesquisa A violência contra educadores como ameaça à educação democrática: um estudo sobre a perseguição de educadores no Brasil surgiu da necessidade de compreender as principais características de um fenômeno crescente no país de censura a educadoras e educadores, de todos os níveis, por diferentes agentes e diferentes formas. O desenho do estudo foi aprovado em abril de 2024 pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Ciências Sociais, Sociais Aplicadas, Humanas, Letras, Artes e Linguística (CEP – Humanas) da Universidade Federal Fluminense, sob o número CAAE 77471324.7.0000.8160.

Esse estudo tem duas etapas:

1

Um questionário aplicado em todo o país para produção de dados nacionais sobre a perseguição sistemática que educadoras/es vêm sofrendo com o avanço de movimentos extremistas. Essa etapa foi realizada entre maio e setembro de 2024.

2

Entrevistas de história oral com uma amostra selecionada de educadoras e educadores dentre aquelas/es que participaram da primeira fase do estudo. Em andamento.

Esses dados serão utilizados para pautar e desenhar políticas públicas de garantia das liberdades de aprender e de ensinar.

Para garantir a segurança e a gestão responsável dos dados coletados na fase quantitativa (2024), o Observatório desenvolveu uma política específica, com a qual todos os participantes da pesquisa precisaram concordar antes de responder.

Os resultados da primeira etapa da pesquisa foram compilados no relatório Um estudo quantitativo sobre a perseguição de educadoras/es no Brasil (ONVE, 2025), onde apresentamos dados que sustentam fenômenos e percepções experienciadas pelos profissionais da educação em atuação por todo o território brasileiro, como:

  • A censura se tornou um fenômeno disseminado por todo o território brasileiro e em todos os níveis e etapas da educação 
  • O saber profissional dos educadores se tornou menos importante do que evitar temas polêmicos 
  • A censura cresce ao longo dos anos 2010, piora nos períodos eleitorais, torna-se recorrente e permanece alta 
  • O impacto da censura direta e indireta mostra como ela é uma forma de violência contra educadores, com potencial de afetar toda a comunidade educativa 
  • A censura vem de múltiplos agentes 
  • O acolhimento vem de dentro da comunidade educativa 

Você pode também fazer o download da apresentação em slides dos principais resultados da pesquisa. Além disso, na aba Publicações do site, vocês encontrarão as versões em inglês e espanhol do relatório.

Recomendamos que o relatório seja lido e que esse material seja amplamente divulgado e utilizado por sistemas e instituições de ensino públicas ou privadas, sindicatos, associações científicas, poder público, sociedade civil, entre outros; seja em suas atividades de formação continuada, seja na formulação de ações e políticas que defendam e protejam educadoras/es no exercício de seu ofício.

É imprescindível que haja uma forte mobilização na busca por valorização simbólica e material dos profissionais da educação, frente às campanhas difamatórias das quais os educadores são alvo, pelo menos, desde a década de 2010. Junte-se a nós nessa luta!